“O JEITO nasceu antes do nome”: uma conversa sobre a metodologia que move a Associação Kapi’wara

Antes de virar documento, o JEITO Kapi’wara já existia espalhado nos detalhes. Ele aparecia no passo lento e atento com que a equipe chegava nos territórios, no cuidado com o acolhimento nas reuniões, nos mutirões de barro que juntavam mãos e histórias, nas mediações sensíveis feitas dentro das comunidades, na comida servida como gesto político e na escuta que sabia mais observar do que conduzir.

Recaatingar o futuro: floresta, povo e permanência no Vale do Catimbau

O sol do sertão cai pesado sobre o Vale do Catimbau, mas é no miúdo das veredas, nos cantos de abelhas e nas sementes guardadas que o futuro se reinventa. Ali, onde o olhar alcança pedras milenares e a vegetação retorcida da Caatinga, pulsa também um movimento de resistência que mistura agroecologia, cultura e identidade.

Cris Cavalcanti: quando a escola aprende com a terra

Recém-chegada à direção da Escola Municipal da Iputinga, Cris Cavalcanti trouxe para dentro da rotina escolar uma antiga paixão: a educação ambiental. O encontro com a educação ambiental, que começou ainda na adolescência, hoje ganha novas formas no espaço escolar com a agroecologia — onde alunos, professores, merendeiras, porteiros e toda a comunidade se reconhecem como parte de um mesmo território.

Elzanira da Silva: memórias e sementes de resistência

Na comunidade Santa Luzia, em Recife, cada esquina carrega uma história de luta. Quem caminha por ali e encontra Dona Elza, como é conhecida Elzanira da Silva, sente que a memória do território pulsa nas palavras dela — misturando lembranças da infância, da favela que resistiu, da pandemia que uniu, e da horta que hoje brota como sinal de vida.

Foi nesse espaço de dor compartilhada que ela encontrou acolhimento e, mais recentemente, através das parcerias com a agricultura urbana, também reencontrou esperança. Durante o Curso Estadual de Agricultura Urbana, realizado em agosto na Cozinha Solidária Santa Luzia, Dona Neidinha contou um pouco da sua trajetória – que hoje se enraíza também na terra.

Dona Neidinha: entre memórias, dor e a descoberta da agricultura urbana

Rosineide, mais conhecida como Dona Neidinha, chega com o sorriso aberto e um olhar que mistura firmeza e doçura. Aos 64 anos, ela é integrante do GCASC – Grupo Comunidade Assumindo Suas Crianças e participa do projeto Mães da Saudade, formado por mulheres que perderam filhos para a violência urbana, em Olinda.