Recaatingar o futuro: floresta, povo e permanência no Vale do Catimbau

O sol do sertão cai pesado sobre o Vale do Catimbau, mas é no miúdo das veredas, nos cantos de abelhas e nas sementes guardadas que o futuro se reinventa. Ali, onde o olhar alcança pedras milenares e a vegetação retorcida da Caatinga, pulsa também um movimento de resistência que mistura agroecologia, cultura e identidade.
Cris Cavalcanti: quando a escola aprende com a terra

Recém-chegada à direção da Escola Municipal da Iputinga, Cris Cavalcanti trouxe para dentro da rotina escolar uma antiga paixão: a educação ambiental. O encontro com a educação ambiental, que começou ainda na adolescência, hoje ganha novas formas no espaço escolar com a agroecologia — onde alunos, professores, merendeiras, porteiros e toda a comunidade se reconhecem como parte de um mesmo território.
Do lixo à vida: Do lixo à vida: escola da Iputinga inaugura sistema de compostagem com alunosDo lixo à vida:

O pátio da Escola Municipal da Iputinga, no Recife, amanheceu diferente. Ali onde antes se via apenas o vai e vem dos intervalos, agora surgem baldes, caixas e olhares atentos: é o começo da implementação do sistema de compostagem, etapa que transforma em prática os aprendizados construídos ao longo do projeto Sistema Agroecológico Escolar.
Rekaatinga Catimbau: floresta, território e identidade no coração da Caatinga

O Vale do Catimbau, no Sertão pernambucano, guarda uma das maiores riquezas socioambientais do Brasil: a Caatinga. Único bioma exclusivamente brasileiro, ocupa cerca de 11% do território nacional, distribuído por 10 estados e abrigando mais de 27 milhões de pessoas. Resiliente, a Caatinga aprendeu a florescer sob condições extremas de seca, abrigando mais de 4.800 espécies de plantas, das quais 914 são endêmicas — só existem aqui.